terça-feira, 10 de novembro de 2015

"À Luz do Dia até os Sons Brilham" - Fotografias de Wim Wenders em Lisboa.

Integrada no "Lisbon & Estoril Film Festival", a exposição fotográfica "À luz do dia até os sons brilham", da autoria do cineasta alemão Wim Wenders,  foi inaugurada no passado Sábado no Reservatório da Mãe d'Água nas Amoreiras.

A exposição apresenta trinta fotografias daquele cineasta, tiradas em Portugal entre 1980 e1994, período em que ele esteve em Portugal para realizar três dos seu filmes, "O Estado das Coisas" (1980), "Até ao Fim do Mundo" (1991) e  "Lisbon Story - Viagem a Lisboa"(1994).

A exposição pode ser visitada até 2 de Abril de 2016.





(Fotografias retiradas do site on-line do jornal Público)


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Campanha Pública para a aquisição da obra "Adoração dos Magos" de Domingos António de Sequeira


Está a decorrer uma campanha, lançada pelo Museu Nacional de Arte Antiga  para a aquisição pública da obra de Domingos Sequeira "Adoração dos Magos".

A obra está à venda por 600 mil euros e o que propõe é que cada português possa contribuir com 6 cêntimos para a sua aquisição (ver condições AQUI).

Domingos António de Sequeira nasceu em Belém, Lisboa, no dia 10 de março de 1768 e faleceu em Roma em 1837.

De seu nome completo Domingos António do Espírito Santo, tomou o apelido Sequeira do seu padrinho de baptismo Domingos de Sequeira Chaves, um tendeiro de Lisboa.

Frequenta as aulas públicas de desenho em Lisboa até 1784, ingressando, aos 18 anos, na oficina de pintura de Francisco de Setúbal.

Em 1788 parte para Roma, percorrendo pinacotecas, pintando retratos e copiando obras-primas.

Aí priva com o seu principal rival da época, Vieira Portuense.

Regressa a Lisboa em 1795, vivendo em Belém.

Em 1802, juntamente com Vieira Portuense, é nomeado pintor da corte e ambos ficam encarregados de dirigir os trabalhos de pintura do Palácio da Ajuda. É de então a autoria do retrato do então princípe regente D. João.

Trabalha também para o Convento de Mafra.

Em 1808, sob ocupação francesa, pinta a tela "Junot protegendo a cidade de Lisboa", o que lhe vai custar muitos dissabores, a prisão e a acusação de colaboracionismo.

Reabilitado entretanto, faz a transição do neo-classicismo, corrente onde se inscreve a sua obra anterior, para o romantismo com a pintura, em 1813, do "Retrato do Conde Farrobo".

Adere ao liberalismo em 1820 e recupera todo o seu prestígio, ma volta a cair em desgraça com a afirmação do miguelismo, a partir da Vila Francada de 1823, exilando-se em 1831 em Paris, onde vive até aos 60 anos, radicando-se definitivamente em Roma. Adoecendo em 1833 vai deixar de pintar, falecendo quatro anos depois, sendo sepultado na capital italiana na Igreja de Santo António de Portugal.

Uma sua biografia mais completa pode ser consultada no site da Universidade do Porto, AQUI.


Quanto à obra agora destacada, "A Adoração do Magos", de 1828, pintada em Roma, podem ler a seguinta referência:

'Adoração dos Magos', de Domingos Sequeira: ver além da visão | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Aqui ficam as reproduções de algumas das obras mais emblemáticas do pintor:

(O Milagre de Ourique, 1793, Musée Louis Philippe)
(Príncipe Regente, João, 1802, Palácio da Ajuda)
(Junot protegendo a cidade de Lisboa, 1808, Museu Nacional Soares dos Reis)
(O Conde de Farrobo, 1813, MNAA)
(Famíla do Visconde de Santarém, 1816, MNAA)

Outras obras suas podem também ser vistas AQUI.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Exposição de Alfredo da Conceição, um marco do desenho biológico em Portugal


Abriu ao público, no passado sábado, 24 de Outubro, na Biblioteca da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença, no Algarve, uma exposição de pintura de Alfredo da Conceição.

A exposição vai ficar patente até 31 de Dezembro, podendo ser visitada durante a semna entre as 10h00 e as 17h00.

Alfredo da Conceição não será um pintor muito conhecido, mas, com certeza, já muitos de nós nos cruzámos com alguns dos seus desenhos em vários livros e em documentação dos Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), principalmente os mais entusiastas por temas da natureza.

De acordo com a notícia publicada no site “Por Sul Informação” no passado dia 23 de Outubro, “Alfredo da Conceição é um dos marcos do desenho biológico em Portugal no século XX, sendo citado em Dicionários de Pintores e Escultores Portugueses e tendo ilustrado numerosas obras científicas. A qualidade dos seus desenhos é apreciada em Portugal e no estrangeiro (…).

“Alfredo da Conceição nasceu em Espinho a 15 de Agosto de 1919 e morreu em Lisboa em 2011. Frequentou a Escola António Arroio e mais tarde a Sociedade Nacional de Belas Artes.

“Teve como mestre Federico Ayres, que viria mais tarde a acompanhá-lo na sua viagem para Moçambique, onde permanecerá 33 anos.

“A sua formação Artística desenvolve-se no desenho biológico, pintura realista e pintura Naturalista, ilustrando vários livros científicos de Etnologia, Mamíferos, Aves, Flora e outros.

“Sensível aos problemas que afetam a natureza, retratou, como ilustrador no Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, várias áreas protegidas: desde reprodução fiel de seres vivos, até as paisagens naturais e humanizadas”.

Também a edição de hoje do Público se refere a esta exposição e à obra de Alfredo da Conceição como um "artista que se destacou na pintura realista e naturalista".

O levantamento da sua obra, que se centrou principalmente em Moçambique e no Algarve, está por fazer, embora "O Museu de História Natural, em Lisboa, disponha de uma parte dos seus trabalhos que estavam na posse do ICNF".


Aqui deixamos alguns dos exemplos da sua obra gráfica (a maior parte retirada do site do jornal Público):


















sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Iluminuras medievais portuguesas classificadas pela UNESCO


Dois manuscritos medievais portugueses foram classificados pela UNESCO com "Memória do Mundo" (ler AQUI notícia da Biblioteca Nacional d Lisboa (BNL), bem como AQUI a notícia da Torre do Tombo (TT) ou AQUI a reportagem hoje editada pelo Público).

Trata-se do chamado "Apocalipse de Alcobaça" e do mais conhecido "Apocalipse do Lorvão", o primeiro depositado na BNL e o segundo na Torres Do Tombo.

Para além do interesse histórico e documental dessas obras, elas destacam-se pelas iluminuras , no caso da obra do Lorvão ou pelo tratamento minucioso da letra, no segundo,dos melhores exemplos dessa arte medieval do manuscrito e da iluminura. 
Aqui reproduzimos algumas dessas iluminuras, de grande qualidade artística:

APOCALIPSE DO LORVÃO










MANUSCRITO DO COMENTÁRIO DO APOCALIPSE ou "APOCALIPSE DE ALCOBAÇA":