terça-feira, 14 de junho de 2016

Lisa Kristine fotografou a escravatura moderna



Estima-se que, no mundo, são escravizadas mais de 27 milhões de pessoas, o dobro do número de escravos levados até ao século XIX de Africa para as Américas.
 
A fotógrafa Lisa Kristine descobriu essa dramática realidade em 2009, através de uma ONG, "Free The Slaves" e, durante dois anos, correu o mundo para documentar fotograficamente essa infeliz realidade, esquecida pela "globalização", mas que dá muito jeito a grandes empresas multinacionais que beneficiam dessa exploração.
 
A fotógrafa norte-americana, documentou a realidade da exploração mineira no Congo, do trabalho dos oleiros do Nepal e da exploração de crianças na Índia, entre muitas outras situações pelo mundo fora.
 
Lisa Kristine nasceu em 1965, começou a fotografar aos 11 anos e, nos seus cinco livros já publicados, revelou sempre uma enorme preocupação pelas condições socias e  humanitárias.
 
Muito do seu trabalho pode ser visto AQUI, na sua página oficial.
 
Em baixo revelamos algumas das fotografias realizadas para documentar a escravatura no mundo:
 
 
 


















 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O "Sequeira" já é "nosso"!

Foi ontem anunciado que a inédita campanha pública para aquisição da obra "Adoração dos Magos", de Domingos António de Sequeira, conseguiu reunir o dinheiro necessário para a sua aquisição (ver AQUI).

AQUI nos havíamos referido a essa iniciativa, pelo que nos congratulamos com o desfecho dessa iniciativa inédita em Portugal, reveladora que a sociedade civil está desperta para os valores culturais.

Lamentamos, contudo, não ter visto a maior parte das grandes empresas portuguesas e dos bancos participarem, com apoios significativos, para essa iniciativa. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Outro Fotógrafo do 25 de Abril.

Quando se fala dos grandes fotógrafos do dia 25 de Abril de 1974 fala-se principalmente Eduardo Gageiro, Carlos Gil e Alfredo Cunha (ver "TRÊS FOTÓGRAFOS DO 25 DE ABRIL").

Mas, entre amadores e profissionais houve muitos outros fotógrafos que registaram esse dia (ver também AQUI).

Hoje queremos recordar um outro famoso fotógrafo português que registou esse dia, Horácio Novais (1910-1988).

Nascido em Lisboa em 1910 no seio de uma família de fotógrafos (era filho do retratista Júlio Novais (1967-1921), sobrinho de António Novais (1855-1940) e irmãos de Mário Novais (1899-1940)), iniciou a sua actividade ainda menor, primeiro como seu irmão e depois, aprendendo o trabalho de repórter fotográfico, com Joshua Benoliel, no jornal "O Século".

A partir de 1931 lançou-se com independente com estúdio próprio e colaborou no jornal "Diário de Lisboa" e nas revistas "Ilustração" e "Notícias Ilustradas", bem como no jornal madrileno "Ahorta".

Acompanhou práticamente todos os grandes eventos do Estado Novo e dedicou-se principalmente à fotografia de arquitectura, colaborando com os mais importante arquitectos portugueses da época.

Em baixo reproduzimos algumas das fotografias que ele tirou em Lisboa nesse dia 25 de Abril de 1974.








segunda-feira, 11 de abril de 2016

Steve McCurry mostra a Índia em Portugal

Acabou de ser inaugurada em Lisboa, na Galeria Barbado, em Campo de Ourique (Rua Ferreira Borges 109-A) uma exposição do fotógrafo Steve McCurry sobre a Índia.

McCurry tornou-se mundialmente conhecido pela icónica fotografia de uma jovem afegã, tirada em 1984 e que foi capa da National Geographic no ano seguinte.

Ao longo da sua vida aquela região e os seus habitantes da Ásia (Afeganistão, Paquistão, Índia e Bangladesh), tem sido tema do seu trabalho.

A exposição que agora se apresenta em Lisboa (ver mais AQUI e AQUI), tem como tema a Ìndia.

Em baixo reproduzimos fotografias de um outro seu trabalho na Índia, intitulado "India by train".

A exposição agora em Lisboa apresenta outras fotografias tiradas no mesmo país e pode ser visitada até 9 de Junho.

Fotografias da série "India by Train".
















quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Recordar Nuno Teotónio Pereira

Faleceu ontem o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, uma das principais referências da arquitectura portuguesa contemporânea (ler AQUI a excelente reportagem que o jornal Público lhe dedica).

Formou-se em arquitectura na Escola Superior de Belas Artes em 1949, com uma média de 18 valores, tendo participado, um ano antes,no 1º Congresso Nacional de Arquitectura, revelando-se desde logo um dos mais promissores arquitectos portugueses.

Em 1952 fundou o Movimento Para a Renovação da Arte Religiosa e ao longo da sua longa carreira venceu vários prémios de arquitectura, com destaque para os Prémioa Valmor em 1967, 1971 e 1975, respectivamente pelos seus trabalhos mais emblemáticos, a Torre de Habitação nos Olvais Norte, o edifício da Rua Braamcampa em Lisboa, conhecido como "edifício franjinhas", pela Igreja do sagrado Coração de Jesus.

A lista completa da sua obra pode ser consultada AQUI.

Em paralelo com a sua vida profissional e como arquitecto desenvolveu uma activa vida política no combate à ditadura do Estado Novo, ligado ao chamado movimento dos "católicos progressistas", tendo participado na conhecida reunião da Capela do Rato, situação que o levou a ser preso, sendo um dos prisioneiros políticos libertados no dia 25 de Abril. Esta sua faceta está bem descrita numa entrevista que deu a Fernando Rosas à Antena 2, em 1998, e cujo conteúdo pode ser consultado AQUI.

Algumas das Obras mais emblemáticas de Teotónio Pereira:

Habitação Social em Olivais Norte (1968)

"Edifício Franjinhas" (Rua Braamcamp - Lisboa) (1970):

Igreja do Sagrado Coração de Jesus (1974):

Bairro do Restelo - Quarteirão Rosa (1987):
 

Plano estratégico de Recuperação e Revitalização do Palácio Nacional de Mafra (1994-1997):