quinta-feira, 11 de junho de 2015

"Cianotipias" - uma original exposição de fotografia de Mário Rui Hipólito


Inaugura-se no próximo Sábado, 13 de Junho, na Galeria Municipal de Torres Vedras, nos antigos Paços do Concelho, a exposição “Cianotopia” de Mário Rui Hipólito.

A exposição pode ser vista até 29 de Agosto.

Mário Rui Hipólito dedica-se à fotografia desde os anos 80, muito por influência do seu pai José Hipólito Júnior, um dos mais conceituados, mas também esquecido, fotógrafos amadores torrienses dos anos 60/70.

O Mário Rui tem-se revelado pela  originalidade do seu trabalho fotográfico, evidente noutras exposições onde já participou,  aliando esse originalidade a uma constante investigação técnica e à sua ligação de sempre às artes plásticas.

Desta vez propõe-nos explorar uma técnica  fotográfica quase esquecida, a cianotipia:

Segundo o programa de apresentação dessa exposição, publicado na página da Câmara Municipal de Torres Vedras, a “cianotipia (cyanotype) é um processo de impressão fotográfico em papel ou em tecido que produz imagens em tons de azul (do grego cyanos, azul escuro).

“Ao contrário da fotografia a preto e branco que tem por base a química dos sais de prata, a cianotipia assenta na redução fotoquímica dos sais de citrato de ferro (III) e é uma técnica usada essencialmente para produzir cópias em papel ou em outros suportes e não negativos.

“Este processo de impressão fotográfico foi concebido pelo cientista e astrónomo Inglês, Sir John Frederick William Herschel, em 1842.

“Na base da impressão da cor azul, conhecido como “blue print”, está a formação sobre a folha de papel de um precipitado insolúvel de “azul da prússia””.

O Mário Rui Hipólito nasceu em Torres Vedras em 1957.

É psicólogo de profissão e, segundo o seu currículo disponível na internet, começou “a interessar-se pela fotografia na década de 80. Entre 84 e 89, então a residir em S. Miguel, Açores, teve oportunidade de aí se começar a dedicar mais seriamente à arte fotográfica, como amador, no entanto.

“Participou em várias exposições colectivas de fotografia e conta com duas individuais".

quinta-feira, 28 de maio de 2015

As [ultimas?] imagens da cidade de Palmira


Ocupada pelos vândalos do Estado Islâmico (que se formou com base na irresponsabilidade da Invasão do Iraque, se armou com armamento norte-americano [e talvez israelita] e é financiado pela Arábia Saudita), a cidade histórica de Palmira corre o risco de desparecer no mapa, alvo do saque, da destruição e da ganância do mercado da arte internacional, interessado em adquirir os tesouros daquela cidade através do mercado negro controlado pela alta finança ocidental.



Palmira foi fundada pelo Império Romano no início do século I, e foi uma importante cidade estratégica para as rotas comerciais do Médio Oriente, a meio caminho entre o Rio Eufrates e o Mediterrâneo.

Deve o seu nome à quantidade de palmeiras que existiam nessa região.

(Gravura antiga representando a rainha Zenóbia)

No século III foi capital do efémero Império de Palmira, liderada pela rainha Zenóbia, que seria derrotado pelos exércitos romanos. A rainha seria exilada em Tivoli, na Itália, continuando a exercer um papel político impostante na época.

Nos finais do século XVIII foi visitada pelo conde Volney, que participou activamente na revolução Francesa e que, baseado no fascínio que as ruinas daquela cidade exerceram em si, escreveu a sua obra mais famosa "As Riunas de Palmira", onde fez uma reflexão sobre a liberdade, a religião e o fim dos Impérios, obra proibida pela Igreja Católica no século XIX.




Fazendo parte da Síria, clasificada com património da humanidade, foi ocupada recentemente pelo bando de malfeitores que dá pelo nome de Estado Islâmico e as fotografias e imagens que a seguir reproduzimos podem ficar o que resta da memória de um dos mais importantes e belos centros arqueológicos do mundo.
















segunda-feira, 27 de abril de 2015

No CCB até 27 de Setembro : "O teu corpo é o meu corpo" - Colecção de Cartazes de Ernesto de Sousa.


O Museu Colecção Berardo inaugurou este mês uma original exposição de cartazes com o espólio, oferecido a esse Museu por Ernesto de Sousa.

Artista, crítico, curador, poeta, cineclubista, fotógrafo,cineasta (autor do célebre Dom Roberto, de 1962, duplamente premiado em Cannes) e "agitador cultural", Ernesto de Sousa (1921 - 1988) (ver AQUI o seu site oficial) reuniu ao longo da sua vida uma valiosa e original colecção de cartazes, datados de entre 1933 e 1988, sobre cinema, política e cultura.

(Dom Roberto de Ernesto de Sousa, de 1962)

As qualidades estéticas e o valor da arte gráfica que é a arte do cartaz tem sido descorada ao longo do tempo e secundarizada em relação a outros géneros artísticos e gráficos, daí a importância desta colecção que está acessível ao público nesta exposição até finais de Setembro no CCB.

Uma exposição a não perder. 



















segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morreu Günter Grass aos 87 anos

Aqui recordamos uma faceta menos conhecida do Prémio Nobel, o Grass desenhador (mais dados sobre o escritor podem ser consultados AQUI):